28/05/2026
Palestra promovida pela Escola de Governo amplia debate sobre fibromialgia e saúde dos servidores

O governo de Rondônia, por meio da Escola de Governo, vinculada à Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), realizou na quarta-feira (27) a palestra “Dor que não se vê: entendendo a fibromialgia além dos preconceitos”. A iniciativa teve como objetivo ampliar o conhecimento sobre a doença, incentivar o acolhimento e fortalecer ações voltadas à saúde e qualidade de vida dos servidores públicos estaduais.

A ação surgiu diante do aumento dos casos de fibromialgia e dos impactos que a condição pode causar na vida pessoal, social e profissional das pessoas acometidas. Por se tratar de uma doença invisível e por pouco conhecimento sobre seus sintomas e efeitos, muitos pacientes enfrentam dificuldades relacionadas ao reconhecimento de suas limitações e à compreensão da sociedade.

O governador de Rondônia, Marcos Rocha, destacou a importância de promover ações de conscientização e cuidado com a saúde dos servidores públicos. “Nosso compromisso é fortalecer políticas que valorizem as pessoas e promovam ambientes de trabalho mais humanos, acolhedores e saudáveis para todos os servidores”, ressaltou.

A palestra foi ministrada pela fisioterapeuta especialista em correção postural e pilates clínico, Camila Machado Azevedo, e pelo psicólogo Alexandre Cunha de Oliveira, mestre em Psicologia e especialista em Neuropsicologia Histórico-Cultural, Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Psicologia do Desenvolvimento.

Durante a programação, os profissionais abordaram os principais sintomas da fibromialgia, possíveis causas, formas de tratamento, impactos no ambiente de trabalho, além da relação entre estresse emocional e agravamento dos sintomas. Também foram apresentadas estratégias de autocuidado, manejo da doença e acolhimento institucional.

A atividade promoveu reflexões sobre saúde ocupacional e bem-estar no serviço público, destacando a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento multiprofissional e da construção de ambientes de trabalho mais empáticos, inclusivos e humanizados.

A secretária da Sepog, Beatriz Basílio, ressaltou a relevância de iniciativas voltadas à promoção da saúde física e mental dos servidores estaduais. “Falar sobre fibromialgia é também falar sobre empatia, acolhimento e respeito. A escola de governo cumpre um papel fundamental ao promover espaços de informação e conscientização que fortalecem o cuidado com as pessoas e contribuem para ambientes institucionais mais humanos e saudáveis”, afirmou.

O conteúdo programático incluiu discussões sobre dor crônica e invisibilidade do sofrimento, impactos psicossociais da doença, limitações funcionais, aspectos cognitivos relacionados ao chamado “fibrofog”, além da relação entre corpo, emoções e vida social.

 

Fonte
Texto e Fotos: Diana Abichabki

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